Full Metal Yakuza (Full Metal Gokudo) - 1997 - Dir. Takashi Miike

Não que o nome do diretor faça tanta diferença para mim, afinal de contas sou um zero à esquerda quando o assunto é cinema asiático, mas essa minha pequena aventura fora do universo dos filmes de kung fu foi no mínimo divertida e bem nojenta. Pelo titulo acho que já dá pra saber sobre o que trata o filme, mas a coisa é muito mais divertida do que simplesmente ciborgues e Yakuza; É um ciborgue feito com pedaços do corpo de dois membros mortos da Yakuza, que agora buscam vingança de seus assassinos. Viu como é muito mais legal? Se você se propõe a assistir um filme desse é bom entrar de cabeça no tema ou abandonar de vez.
Levando em consideração que o filme foi produzido há 10 anos atrás, e assim dando um desconto para alguns
efeitos especiais toscos o filme é muito bom, porém algumas situações e a quantidade de sangue pode deixar os mais
frouxos um pouco sensibilizados. São cabeças voando, corpos cortados ao meio (tanto em sentido horizontal, quanto vertical)... Sem esquecer da garota mordendo fora a própria língua. Outra coisa que me agradou, e que venho curtindo muito ultimamente, foram as cenas de take único. Não sei se deu pra entender isso, mas me refiro a cenas como a da briga do corredor no "
Oldboy". Um ponto negativo foi a iluminação, que em alguns momentos está realmente uma merda. Mas disso não posso reclamar muito, sendo que vi o filme em
DivX, e muito provavelmente o problema tenha sido da má configuração da imagem no meu computador.
As piadas do filme tem um humor negro que em algumas vezes beiram o imcompreensível; como a da cena final, que estou até agora tentando achar algum sentido para ela.
Nota 4 de 6.
Ah é, o ciborgue tem um pau gigante.
Operação Dragão (Enter The Dragon) - 1973 - Dir. Robert Clouse

Bruce Lee é convidado a participar de um torneio de artes marcias organizado por um ex-monge shaolin, atual chefão do crime, e sediado em uma de suas ilhas. Aproveitando a oportunidade uma agência de inteligência recruta Lee para investigar o que acontece na ilha.
Filmes chineses de kung fu normalmente são fodões, mas com Bruce Lee a história é ao contrário. Seus filmes chineses são mediocres, para não dizer coisa pior, enquanto Operação Dragão, produzido por um estúdio norte-americano é o melhor filme de sua carreira. Técnicamente não há comparação com os outros filmes do ator, com um destaque especial para a fotografia. É aquele toque de estúdio grande que faltava. Outra coisa que eu adorei foi a fotografia.
"Coisa linda de Deus", sabe?
Uma pena que Bruce Lee morreu poucas semanas antes da estréia do filme.
Nota 6 de 6. Bruce Lee fazia flexões com dois dedos.
Spinal Tap (This Is Spinal Tap) - 1984 - Dir. Rob Reiner

Acho difícil demais escrever sobre comédias. Além do óbvio "o que é engraçado pra um não é necessariamente engraçado pra outro" tenho também dificuldade em analisar o filme, na verdade em saber o que analisar.
Com isso dito, simplesmente deixo aqui registrado que pirei demais em
Spinal Tap; Documentário sobre a banda britânica de heavy metal e sua turnê pelos Estados Unidos. O filme é 1 hora e 20 minutos de piadas ótimas, uma atrás da outra, sobre o mundo do Rock.
Nota 6 de 6. "But these go to eleven".
(E meu texto leva um zero).
Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, and Good Luck) - 2005 - Dir. George Clooney

No começo dos anos 50, início da Guerra Fria e em meio a uma paranóia anti-comunista nos EUA, o senador
Joseph McCarthy inicia a "caça às bruxas", denunciando a torto e direito todos aqueles que foram acusados de ligação ao partido comunista, direta ou indiretamente, mesmo que sem provas concretas para sustentar tais acusações. Enquanto a imprensa e jornalistas em geral temem denunciar o senador, o repórter
Edward R. Murrow e sua equipe da
CBS, liderada pelo produtor Fred Friendly (
George Clooney) decidem comprar a briga e expor publicamente a conduta duvidosa de McCarthy.
A direção de Clooney é foda, por falta de palavra melhor. A estética do filme consegue retratar muito bem o período em que se passa a história, e cada detalhe na tela aumenta ainda mais o tom realista, assim como o uso de imagens de arquivo do senador McCarthy. Outro lance interessante é o uso do foco ao invés dos cortes dos takes quando é preciso destacar algo no filme.
Apesar de 1 hora e 27 minutos parecer pouco tempo para tratar de um assunto delicado, os diálogos são rápidos e o filme é bem dinâmico o que ajuda aqueles que não conseguem manter a concentração por muito tempo.
Nota 5 de 6. O Clooney merece, sério.