PULP FICTION
Hamburger, Chuck Berry, abuso de drogas, banho de sangue. E Deus criou Quentin Tarantino.
Eu não queria tocar nesse assunto. Pulp Fiction é tão bom que me deixa puto. Mas eu assisto essa merda umas três vezes por semana, juro. Eu não quero falar sobre a estória, até porque outros sites falariam melhor do que eu. Mas eu quero falar o que é Pulp Fiction. Vocês sabem o que é um filme ser bom desde seus primeiros dez segundos até o último nome dos créditos finais? É isso mesmo, Pulp Fiction humilha, detona é quase covardia. A surf music “Misirlou” é tão marcante que chega ser quase um personagem. No começo do filme durante a execução da musica e dos créditos de abertura, a musica é cortada com um chiado de mudança de estação de rádio e ouvimos um funk anos 70 escrachado e debochado, ao abrir a cena vemos dois gângsters modernos e engravatados num papo maluco sobre drogas e fast food. Daí em diante somos jogados em três estórias do submundo de Los Angeles, violência e bizarrices; acerto de contas entre bandidos, perseguição nas ruas, um concurso de twist, doses de heroína.
Das três estórias a mais legal é a do gangster saindo com a mulher do chefão. Como nos filmes Noir dos anos 40 e na literatura Pulp Magazine, as mulheres são o que movem as estórias causando a destruição ou até a morte de um personagem masculino. Em tempos modernos, Mia Wallace coloca Vincent numa fria quando tem uma overdose de heroína e depende dele para ser salva.
Pulp nos mostra o sistema métrico usado na Europa, o que fazer quando alguém tem uma overdose, como se livrar de um cadáver em uma hora. E também a gratuidade da vida; como dois caras são alvo de vários tiros a meio metro de distancia e nenhuma bala os acerta? E alguns minutos depois, três caras dentro de um carro, o que dirige passa numa lombada e a arma do outro dispara e explode a cabeça do otário que está no banco de trás?
E a pergunta mais impertinente é: QUE DROGA TEM DENTRO DA PORRA DA MALETA!
Eu já cheguei a ler em outros textos o seguinte, entrem na viagem;
Vincent Vega e Jules vão cobrar a tal maleta de uns caras. Quando Vincent abre a mala vemos uma luz dourada refletir no rosto do gângster que está chocado. Pois bem, dizem que Marcellus Walace vendeu sua alma ao Diabo que estaria querendo ela de volta. Antes da chacina Jules fala a passagem bíblica Ezequiel 25:17, logo depois da execução um outro cara sai do banheiro atirando nos dois gângsters, mas eles não são atingidos por causa de uma suposta “intervenção divina”. Deus parou as balas e os protegeu porque eles salvaram uma alma.
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